FÚRIA METAL BRASIL ENTREVISTA A BANDA PAULISTANA "MILITIA"


Entrevistadora: Nathália Totoli                
Site: Furia Metal Brasil


A banda paulista "Militia" tem um som bem inusitado. Explorando assuntos poucos tratados no dia a dia, misturado com o peso do New Metal, eles nos conceberam uma entrevista que você pode conferir abaixo:

1) FÚRIA METAL BRASIL - Como é a experiência de lançar o primeiro disco? E como tem sido a recepção dos fãs arespeito de “Exodo”?

MILITIA - Lançar o primeiro disco sempre é algo especial, no nosso caso é uma mistura de satisfação e desafio. Fizemos tudo de forma independente, do nosso jeito. Torna-se desafiador porque temos que correr atrás de tudo, mas o resultado final é satisfatório, pois deixa tudo com a nossa identidade. Os fãs parecem estar mais ansiosos do que nós. Ao contrario do padrão, lançamos primeiro algumas musicas e depois o álbum, o que faz com que já tenham pessoas cantando-as e aguardando a conclusão de nosso trabalho.

2) FMB - Além de games e cinema, vocês tiveram alguma outra inspiração para compor o disco? E as influências? Como foi o processo de composição?

MILITIA - Sim, pode-se dizer que literatura e mitologias diversas são grandes bases do processo de composição, no que se refere as letras. Quanto ao instrumental, além de trilhas de games e cinema, nos inspiramos muito em varios estilos, como o new metal, que é nossa maior influência. O processo se resume na criação do instrumental da música por Michel Victor, depois na criação da letra e da melodia por Randal César. Em algumas músicas temáticas, primeiro discutimos o tema, depois usamos a instrumentação adequada e finalizamos com a letra.
 
3) FMB - Como foi o processo de transição da banda ao deixar de tocar músicas covers para ter suas músicas próprias?

MILITIA - Em parte foi natural, pois desde o início não tocávamos apenas covers. Mas entramos de cabeça com nosso trabalho autoral mesmo quando começamos a nos sentir seguros e com a formação certa, pois um completa o outro musicalmente. A satisfação de ouvir o público pedir mais seu trabalho do que de uma banda mais famosa não tem preço.

4) FMB - Sobreviver de metal no Brasil não é fácil. Como está sendo
pra vocês entrar nesse cenário no Brasil com uma nova face, incluindo assuntos pouco tratados em músicas?

MILITIA - Desafiador, mas ao mesmo tempo motivante, pois nossas músicas focam em um espaço ainda pouco explorado. Isto nos dá ainda mais campo para trabalhar.

5) FMB - Vocês tem alguma pretensão de fazer músicas em outro idioma? E de levar o som da banda para outros países?

MILITIA - Temos intenção de levar nossa música para fora do país, mas o foco é manter o português, pelo menos por enquanto. Já estamos analisando propostas de tocar em alguns países, mas sempre em português, o que mantém nossa identidade.

6) FMB - A iluminação dos shows de vocês é bem inusitada. Como isso é feito?

MILITIA - Nossa iluminação, assim como todo nosso material, é totalmente independente. Fazemos tudo com as próprias mãos. Usamos um programa no computador que comanda o que cada luz tem que fazer em cada momento do show, depois salvamos o trabalho e executamos durante a apresentação através do notebook utilizado por Henrique Keita. Com ele, nosso baterista envia os comandos para as luzes, os samples, os efeitos da guitarra de Michel Victor e ainda seu próprio metrônomo.

7) FMB - Como foi participar de um show tributo à banda Rammstein? Vocês são fãs da banda?

MILITIA - Certamente o Rammstein é a maior de nossas influências, não tanto pelo estilo, e sim pela personalidade e profissionalismo da banda. Fazer o mundo cantar em alemão nos faz acreditar que isto também é possível em português. E a produção de palco deles é impecável, assim como buscamos fazer com nosso palco, nas devidas proporções. Quanto a participar de um show tributo, foi mais uma oportunidade de levar nosso trabalho aos fãs da banda alemã, onde felizmente obtivemos exito.

8) FMB -  Vocês pretendem fazer alguma parceria com algum outro artista do meio musical?

MILITIA - Sim , já temos algumas conversas iniciadas neste sentido, com pessoas de outras bandas, mas para esse álbum não vamos fazer nada fora da nossa autoria.

9) FMB - Por ser uma “banda geek”, o que vocês acham da venda de música pela internet? E sobre a pirataria virtual?

MILITIA - A questão da venda de música pela internet seria uma opção e não um caminho. Acreditamos que o CD é como um cartão de visitas, além de termos outros projetos de novos produtos vinculados à marca. Desde que surgiu a pirataria no Brasil nada foi feito para sanar o problema, então temos que “aproveitar” a divulgação feita pela pirataria para divulgar nosso trabalho e conseguir mais shows.

10) FMB - Quais são os planos da banda para o futuro?

MILITIA - Primeiramente, lançar o tão esperado álbum. Com ele em mãos, aí sim daremos os próximos passos, pois já temos propostas de levar o nosso trabalho para maiores horizontes. Lançar um livro com a história (ficctícia) da banda também é um das prioridades.

11) FMB -  Deixem um recado para os fãs de vocês:

MILITIA - Estamos nos empenhando para fazer um álbum memorável. E além disso, estamos preparando um material muito bacana com a história de pano de fundo. Esperamos que todos se apaixonem por nosso trabalho assim como nós nos apaixonamos. E gostaríamos de agradecer a todos que nos apoiam e nos acompanham. Um forte abraço em cada um de vocês!

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